quinta-feira, 10 de setembro de 2009

CONVOCAÇÃO PARA ATO PÚBLICO

A comunidade da ESCOLA LIVRE DE TEATRO DE SANTO ANDRÉ, torna público o último fato que ameaça o projeto político pedagógico original da escola reconhecida e respeitada nacional e internacionamente, podendo inclusive comprometer definitivamente a continuidade da instituição que vem sendo construída ao longo de 19 anos.

Na Tarde desta terça-feira, dia 08/09/2009, foi comunicado a Edgar Castro o seu desligamento do quadro de Funcionários da ELT, pelo Diretor de Cultura Sr. Pedro Botaro. Fato este que só faz reafirmar a grave situação que ameaça a continuidade do projeto original, visto todos os atos anteriores, que nos vem sendo apresentados como tentativas de dissolver a força artística representada por este coletivo.


Assim sendo, convocamos todos para o ato que ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 11/09/2009, com concentração que se iniciará às 14 horas na porta da referida escola, cujo qual tem como objetivo a formalização da entrega de uma carta ao Secretário de Cultura Sr. Edson Salvo Melo, em uma marcha que se estenderá até o Paço Municipal.


Escola Livre de Teatro
Praça Rui Barbosa, s/ nº
Bairro Santa Terezinha
Santo André - SP

http://www.movimentolivre-sa.blogspot.com/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

13º Instalação

Fios de memórias
Agrupadas
Atrvés de um grupo de pessoas
Um grupo?

Praseres
Frustrações
Ultrapassamos o Metron

A falta
Não representada
Sim concreta, materializada

A espera a tensão
A instalação realizada
Interpretações diversas
Diversas sensações

Insconstância
Desejar
Continuar... Visões

O seu desejo
Pode até ser o meu
Mas a forma de concretizar-se
Em cada ser é distinta

Memórias, ações
Memórias, memórias
Ações, Percepções
Memória... Pratica
Retrospectiva

Agora Frescor...



Dora Odilia

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

para o fernando

saudade do Fernando
Calado sério com um olhar vivo e objetivo que as vezes faz uma careta assim (mostro ao vivo pra quem quiser)
Sorriso preciso (de precisão mesmo)dentro do necessário
incógnito belo complicado só de olhar distância sem ser física perto e longe tudo junto nele
cheiroso macio e um pouco engordurado
não imagino choro de fernando
ele ama alguém (ja vi ele de tititi gostoso com alguém no celular, ah...)
coringa do ultimo batman
fez coisas bizarras na sétima série
só precisa me abraçar mais e sonhar uma aurora comigo
poesia:
objetivo: olhar no coração do fernando
justificativa: dias sem ver e encostar os corações
metodologia: escrever um poema no blog e deixar público
produto final: um poema no blog e um abraço no corredor da ELT
fonte de pesquisa: minha carência
caio zanuto

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Risco é uma palavra. Erre anterior, o som do s e o fonema K. Melódica? Percussiva?

Risco é uma palavra.

Estar em risco é uma situação, que a gente pode dizer com palavras.

Estar em risco é uma situação que a gente pode assistir.

Estar em risco é uma situação que a gente pode experienciar, e que nunca vai ser igual, e que nunca vai ser previsível, se realmente estarmos por inteiro.

Perder.
Perder o controle da situação. Verdadeiramente. Se deixar penetrar pelo momento. Livremente.
Não fingir entrega, não fingir orgasmos, não fingir vitórias.

Assumir o erro, o próprio erro como uma vitória.
Não esquivar-se do erro como se ele não fosse seu. É tudo de todos? Completamente. Por opção ou omissão. Sim e não.



O próprio erro, o erro impróprio, o erro mesquinho, impróprio e feio.
Como uma vitória.
A vitória de ter ultrapassado a barreira do previsível, do seguro, do costumeiro, pra se arriscar no quarto escuro cheio de flores e espinhos que é o

RISCO.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Menina a felciidade
É cheia de pano, é cheio de peno, é cheia de é cheia de sino, é cheia de sono

Menina a felicidade
É cheia de ano, é cheia de eno, é cheia de hino, é cheia de onu

Menina a felicidade
É cheia de an, é cheia de en, é cheia de in, é cheia de on

Menina a felicidade
É cheia de a, é cheia de é, é cheia de i, é cheia de ó

TOM ZÉ.
(Pequena homenagem à aula de hoje.)

sábado, 22 de agosto de 2009

Descarte!

Galera, só um texto meu que gostaria de dividir com vocês!

Beijos Enormes.

*************

Ele negou quando ela estendeu a mão aberta, palma ante o sol, para mostrar a causa do silêncio que ela insistia em estabelecer durante todos aqueles anos.
Ela, cansada, gritou pra chorar, cantou pra subir e subiu contudo, calcanhares no peito oposto.
Ele, assustado, calou. Calou de súbito, um silêncio de pressa, tanto forte quanto o silêncio dela, mas não tão dolorido e tenso.
Ela, no alto daquele peito rasgado pela verdade, que ela demorou pra encontrar e explicitar, gargalhou. Sa-pa-te-ou.
Ele, imóvel, olhos fixos no carnaval que se fazia em cima de si, perdoou. Perdoou-a.
Ela, feliz, levantou os braços e parou. Cansou.
Ele, ainda no olho dela.
Ela, agora nos olhos dele.
Ela: eu esperei, sofrendo e calando devagar, dia após dia, pra abrir agora minhas mãos diante de ti, e dizer-te “Essas cartas... Eu achei.”
Ele: eu ainda esperava, sofrendo de calar, de não dizer, acumulando pra juntar o quanto eu penso de ti ainda ter, e dizer-te “Essas cartas... todas elas... Toma. São pra ti. Você me faz escrever”.
Eles, nunca mais se descartaram.

Fábio Luca.

domingo, 16 de agosto de 2009

a volta

Depois de exatos 1 mes de nossa apresentação, estamos de volta.
Saudade? Não sei se pra mim é a melhor palavra pra expressar a grande expectativa que tenho para reencontrar todos, redescobrir todos e iniciarmos mais uma gestação de muitos risos, dores, âncias e anseios para este semestre.
Amanha, voltarei a fazer aqueles 20 minutos de caminhada rumo á ninhada.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

instalação Dora

Dora destroi horizontes de concreto
Afaga o amigo no poema
tem a bunda grande e gostosa
tem pinta no pé (que eu amo e ja beijei)
Tem a doçura que me acalma e faz pensar
que tenho a chaga aberta e preciso de Doras na vida

poema do Piva

"para o Carlinhos


vou moer teu cérebro. vou retalhar tuas
coxas imberbes e brancas.
vou dilapidar a riqueza de tua
adolescência. vou queimar teus
olhos com ferro em brasa.
vou incinerar teu coração de carne &
de tuas cinzas vou fabricar a
substância enlouquecida das
cartas de amor.
(música de Bach ao fundo) "

in 20 poemas com brócoli (1981)
Roberto Piva

domingo, 5 de julho de 2009

RELAÇÃO II


O coletivo entende o indivíduo com o individualismo
O coletivo esquece que é formado por indivíduos
Somos indivíduos que constróem um coletivo para não ser só
Para não padecer da solidão
O Outro é um desejo
Desejamos estar, pertencer e romper ao Outro
Nos conectamos, estabelecemos vínculos
E vivemos a cada instante a metamorfose das relações
O Ser Humano se transforma como as estações
Hoje eu te amo, e lhe peço o coração, te ofereço o meu coração
Amanhã não te suporto, e quero ferir o seu coração com o punhal da crueldade
“ O inferno são os Outros ”, e os Outros quem são?
Sou eu, você e nós
Reconhecemos que o Outro é o problema
Mas não conseguimos reconhecer o problema que somos para o Outro e com o Outro
A palavra “ Julgamento” tem me ferido
Julgamos e toleramos o mundo, porque queremos nos convencer que somos a solução
Quero manifestar a necessidade de construir um mundo menos fascista
Não precisamos nos violentar tanto e o tempo todo
Não precisamos também alimentar falsas paixões e um coleguismo hipócrita
Dioniso é encantador, fascinante e belo
Mas é dúbio, também deseja destruir e instaura o horror
No teatro e na vida, somos Ying e Yang
Somos Seres Humanos e os nossos eus não são estagnados
Se movimentam, se transformam
A crise vem como uma ventania
Por onde passa, troveja, relampeja, traz o caos
Mas quando o último grão de areia cessa
Descobrimos que ainda é possível construir, plantar
A crise tem de ser vivida com a mesma intensidade que a alegria
E como a alegria, também celebramos sua passagem e morte
A nossa potência está no que somos
No que verdadeiramente somos
Não somos as nossas palavras, mas somos sobre o que elas dizem
Somos o que está dentro dos nossos peitos
Somos o que existe entre eu, você e nós
A Relação que é tão difícil e delicada
É o que somos
E se vemos com tanta complicação nossas relações
É porque somos Seres Humanos complicados por natureza
E assim existimos e por isto criamos
Na França chamam o Abraço de “ Pequena Morte”
Quando eu te abraço, nossos corações se encontram e até batem juntos
Quando nos separamos, nossos corações ainda batem, mas separados
Vivemos a morte de nós dois
Quando for insuportável estar com você e estar comigo
Então podemos experimentar nos perder
Porque quando nos perdemos é que descobrimos a necessidade de estar juntos
A necessidade de construir a cada instante uma RELAÇÃO.

RAFAEL GUERCHE